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  • Foto do escritorAlysson Camargo

Os indígenas e a COVID-19 nas fotos de Tarso Sarraf


O cuidado com o outro é uma das reflexões causadas durante a pandemia de COVID-19. A necessidade de paralisação de diversas atividades, rotinas e convívio presencial colocou a sociedade para pensar sobre os seus modos de viver e as consequências deles na natureza e sustentabilidade do planeta.


A forma de viver desconectada da natureza também é uma informação importante para levar em consideração. Não é natural que vivamos com uma alimentação artificial, com rotinas de trabalho exaustivas, e sem vínculos afetivos e sociais saudáveis. Porém, temos diversos exemplos de comunidades indígenas que vivem de forma mais natural e harmoniosa com a natureza. Nas fotografias de Tarso Sarraf, vemos como essa forma de viver está sob forte perigo de desaparecimento, quando, na verdade, ela poderá ser uma das soluções para os problemas descritos acima.


Por viverem em um ambiente não urbano, as comunidades indígenas não possuem as mesmas capacidades de defesa contra doenças, desse modo, houve dezenas de mortes por outros vírus e bactérias trazidas pelos não indígenas às suas aldeias. No momento, essa mesma cena repete-se diante dos nossos olhos.


Existe um paradoxo: levamos as doenças para as comunidades indígenas e depois, com muita dificuldade, trazemos as soluções, como médicos, enfermeiros e remédios de laboratório. Nas fotografias do artista, é possível perceber como o que chamamos de saúde está ligado a uma lógica colonial e capitalista.


Os saberes tradicionais dos indígenas devem ser estudados não apenas do ponto de vista cultural e étnico, mas da compreensão de que existem outras formas de viver mais naturais e saudáveis, integradas com a natureza e a comunidade. Há sinais nítidos de que nosso sistema urbano de sociedade está falido, mas fica a pergunta: o que faremos para construir uma sociedade mais sustentável no futuro?




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